segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O poeta lutador



Rabisco esta poesia sem me exultar
Com meu coração cansado e fragueiro
Que enfim se rendeu a literatura,
A face por inteiro.

Meus momentos de amor
Que a poesia dediquei
Minha luta; percebo que falhei.

Meu cavalo branco, meu escudo de bronze
Minha espada brilhante de minhas mãos escorreu.
Os heróis, os poetas
Morreram de solidão
E vocês não têm mais a quem perseguir.

O poeta não o espere
Ele está morto
Não nascerá mais,
Não mais fará poesia

Para um mundo não renovável.


Lima de Vasconcelos

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