quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Perfume feminil



Cai a noite

Com suas ilusões perpendiculares (lanças que tocam o calcanhar de Aquiles).

Cai o poeta

Com seus inúteis sonhos, e seus inúteis balaios de sentimentos, vogas perdidas, palavras perdidas, dores lancinantes, seu momento de pouca fé e sua insignificância!

Caem os sentimentos antes entendíveis

Caem os sorriso suspensos e guardados nos velhos cabides da alma

Caem as folhas, imponentes e envergáveis ao vento

Caem as lágrimas, caem as expectativas entorno do amor

Pois a noite é fria, e o amor, ah! o amor, esse estranho ser que me faz amar.

Esse estranho ser que me faz santificar e endeusar tão vulgar presença, que se abre para os membros daqueles que comungam com a estupidez e a burrice humana.

Enfim tudo cai, tudo que manifesta uma magnitude suave, sincera, fiel e amorosa.

Caem as folhas, caem os heróis, caem os sonhos

Enfim tudo cai.
Lima de Vasconcelos