terça-feira, 5 de junho de 2012

Sobre o silêncio de uma noite




O que foi dito em um instante,
Tornou-se, em mim erro constante;
Palavras essas facas em que conjugamos verbos soltos,
Voltados para um pensamento incógnito.

Não! Não desejo que te afastes de mim,
Quero tê-la sempre em um eterno abraço,
Que silencia até mesmo o silêncio.
Não, não foram as palavras proferidas:
Verbos malucos com sádicas preposições
Que lhe feriram aos ouvidos,
Foi parte de mim,
Parte de um eu distante,
Ausente e inconstante,
Que se reprime no verbo desse dia
E nos poucos adjetivos de minhas ações.


Lima de Vasconcelos

2 comentários:

  1. Lima,
    Todos esses poemas nasceram agora uo já faz um bom tempo? Se foi agora,então você é um ser bem diferente...Tomara que sua natureza masculina não o afaste do poema, pois a maioria dos homens só se importam em ser macho e, infelizmente, passam a enxergar só com os olhos. Então nunca perca essa forma de nos fazer absorver os outros por meio dos seus versos ou poemas.

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  2. Olá Maria Aira, dos poemas postados, alguns são bem antigos, muito eu escrevi quando tinha meus 17 anos de idade, quando comecei a escrever poemas eu tinha apenas 14 anos de idade. No caso do poema Sobre o silêncio de uma noite, eu o escrevi no começo desse ano. Muito obrigado pelo comentário, e por visitar o blog, e com certeza continuarei minha vida de poeta, afinal, alguém precisa dizer para o mundo que o amor ainda existe!

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