quinta-feira, 10 de maio de 2012

Patamar



Sinto a morte em meus passos
Presa aos grilhões
Que fere o sangue negro da África.
De onde se alteia a nação de orgulhos falsos,
Rabiscam-se hinos de derrotas vitoriosas
Cantados por vozes fracas e tuberculosas.

A nação que se ergue sobre cadáveres
A democracia em papel
O canto de morte das favelas
A fome os roubos a morte o mal.

Brasil, pátria amada
Salve! Salve! Quem puder.

Lima de Vasconcelos

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